13.8.08

 

repassando convite da Giulia Moon

AMOR VAMPIRO
Tarde de Autógrafos na Bienal do Livro
Dia 17 de agosto de 2008 às 18h
Stand Giz Editorial: Travessa Literária, Rua O

Compre 1 exemplar do livro "Amor Vampiro", ganhe um cartão e já leve o autógrafo dos autores Adriano Siqueira, André Vianco,Martha Argel, J. Modesto, Nelson Magrini, Regina Drummond e Giulia Moon.

Para saber mais sobre o livro, acesse:http://www.gizedito rial.com. br/site/produto. asp?codcat= FIC009000& codprod\=1411

20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2008
De 14 a 24 de Agosto de 2008, Das 10h às 22h
Parque de Exposições Anhembi
Avenida Olavo Fontoura, 1.209

Marcadores: , , ,


11.7.08

 

Literatura e Cinema

Monstros são tema de livro
OS MONSTROS sempre representaram parte importante da cultura pop mundial, algo
que serviu de motivação para o lançamento da “Enciclopédia dos Monstros” (Ediouro,
304 páginas, R$ 59,90).

O livro de Gonçalo Junior é um deleite para os aficcionados pelas criaturas monstruosas do cinema, da TV, das artes plásticas, das histórias em quadrinhos, dos jogos de RPGs e até do rock and roll.
Porém, antes de mergulhar na ficção, a enciclopédia começa por um fenômeno mais
assustador que qualquer outro criado pela imaginação.
Do final do século 19 até início do século 20, de olho em angariar público, diversas
trupes circenses começaram a exibir pessoas com deformidades físicas em umgrande circo de horrores. A história serve de introdução para os demais capítulos.

Neles, o autor lembra títulos importantes da literatura macabra, como o precursor
do estilo “O Castelo de Otranto” (1784), de H. Lapole.
Avança então para a presença de criaturas sinistras nas artes plásticas de Bosch e
Goya, entre outros. Passa pelos quadrinhos e depois mergulha no cinema, de Drácula a Freddy Krueger, chega à TV, com a “Família Adams”, e, por fim, à música, com bandas como Kiss e AC/DC.
E ainda existem muitos outros monstros ao longo das páginas. DOUGLAS VIEIRA


***********************************************************
Verne tem adaptação para o cinema em 3-D

UMA DAS OBRAS mais famosas do escritor francês Julio Verne, “Viagem ao Centro da
Terra”, escrita em de 1864, ganhou uma nova adaptação para o cinema, com direção
de Eric Brevig e tecnologia para exibição em salas 3-D.

Em pré-estréia desde quarta passada, o filme chega aos cinemas oficialmente hoje.
O diferencial desta nova versão da obra de Verne está exatamente na tecnologia –
é a primeira produção de Hollywood de um live-action em 3-D, ou seja: mescla personagens humanos com imagens em três dimensões.

O longa conta a história de Trevor (Brendan Fraser), um cientista que se preocupa
com o desaparecimento do irmão, que sumiu em uma montanha na Islândia. Ao
lado do sobrinho Sean (Josh Hutcherson) e com o apoio da guia Hannah (Anita
Briem), o pesquisador faz uma jornada perigosa e emocionante ao centro da Terra,
enfrentando diversos contratempos e obstáculos.

Apenas seis salas em todo o país estão preparadas para exibir o filme em 3-D – três
delas em São Paulo. O filme, porém, também pode ser assistido em telas convencionais.

METRO

Marcadores: , ,


15.4.08

 

Festa de Lançamento de Livro

Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica

Será realizada, no dia 17 de abril, a partir das 19:00, na Fnac Paulista, uma festa para comemorar o lançamento do livro Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica, organizado e editado por Roberto de Sousa Causo.
Este volume compreende onze histórias, de Machado de Assis, o maior nome da literatura nacional, até o desconhecido Ricardo Teixeira, passando por Gastão Cruls, Domingos Carvalho da Silva, André Carneiro, Jerônimo Monteiro, Levy Menezes, Rubens Teixeira Scavone, Finisia Fideli, Jorge Luis Calife e o próprio Causo.

A idéia da festa é uma conversa descontraída sobre as aventuras e desventuras de se escrever literatura e ficção científica no Brasil. Relembrar histórias antigas, situações emocionantes e passagens interessantes ou engraçadas envolvendo estes autores e seus personagens.
Para compartilhar estas histórias conosco convidamos Finísia Fideli e Roberto de Sousa Causo, autores presentes na antologia, o Dr. Eduardo Sérgio Carvalho da Silva, filho de Domingos Carvalho da Silva, Cláudio Monteiro e Sylvio Monteiro Deutsch, filho e neto, respectivamente, de Jerônimo Monteyro e Márcio Scavone, filho de Rubens Teixeira Scavone. A conversa será mediada e conduzida pelo jornalista Marcelo Simão Branco e todos que estiverem presentes.

Venha recuperar conosco um pouco da história destes escritores e dar sua contribuição para a construção deste cenário.
A fnac Paulista fica na Av. Paulista, 906 – São Paulo – SP. Mais informações pelo telefone 0800 726-7786.

As histórias que compõem o livro foram escritas entre 1882 e 1997. São histórias variadas em tom e atmosfera, que dão conta da diversidade temática e de estilos da ficção científica, e do seu potencial para combinar-se com outras formas e perspectivas, literárias e científicas, recriando-se infinitamente. Apesar da diversidade que marca a antologia, o temor da guerra atômica e do pós-holocausto formam um certo núcleo temático, definindo um dos aspectos centrais da ficção científica brasileira da década de 1960, no auge da Guerra Fria. A ficção científica espacial também está presente, assim como histórias de contatos com alienígenas, mostrando que nossos autores não se furtaram a escrever uma FC mais característica. A postura pacifista, a crítica ao consumismo, o comentário sobre o próprio ato da escrita e a sátira dos clichês, a fusão com outras tradições brasileiras, estão presentes nos onze contos da antologia.

A primeira antologia retrospectiva da ficção científica brasileira, a primeira a propor um conjunto de contos-referência para o gênero no Brasil.


O Imortal – Machado de Assis (1882)

Trata de uma poção indígena que dá imortalidade a quem a bebe, o que talvez não baste para definir a obra como ficção científica. O próprio autor, porém, oferece um argumento de rara presciência: “A ciência de um século não sabia tudo; outro século vem e passa adiante. Quem sabe se os homens não descobrirão um dia a imortalidade, e se o elixir científico não será esta mesma droga selvática?” Não que tenhamos descoberto tal segredo, mas a medicina indígena vem sendo alvo das atenções da ciência, com intensidade cada vez maior. Em análise inédita, o Prof. João Adolfo Hansen, da Universidade de São Paulo, observa ainda que essa história exige um outro plano de leitura: “A estilização [no conto] mantém as características originais do estilo romanesco da arte e da vida dos românticos, para subordiná-las a outro fim, transformando o sério do ideal num pastiche irônico”, e “‘O Imortal’ propõe sub-repticiamente ao leitor do seu tempo a experiência da historicidade dos modos de escrever e consumir ficção.”

Meu Sósia – Gastão Cruls (1938)

O crítico José Paulo Paes escreveu: “Um escritor hábil tanto na caracterização psicológica quanto na evocação de ambientes e paisagens, dono de um estilo dúctil e equilibrado, revelador de admirável bom gosto artístico e de ampla cultura literária.” Já Almiro Rolmes Barbosa e Edgard Cavalheiro afirmaram que “a literatura de Gastão Cruls é antes de tudo uma obra de bom gosto artístico. Tudo nele é intelectualmente bem equilibrado… e solidamente construído.”
“Meu Sósia” foi publicado na coletânea do autor, História Puxa História, de 1938. Com o tema do duplo, foi provavelmente influenciado pelo conto clássico de Edgar Allan Poe, William Wilson (1840). Meu Sósia transporta as ansiedades quanto ao senso de individualidade no mundo moderno, e a ambigüidade moral presente em William Wilson, para o terreno da criação literária: O que torna uma obra literária única e de posse exclusiva do seu criador? Onde se insere a originalidade e o registro de uma mente que deveria pertencer apenas ao escritor? Quando o autor se enxerga na obra, sua própria identidade se vê ameaçada pela escritura paralela desenvolvida por outro. Há um instante pivotal no conto, que sugere ainda a inversão de papéis, em que imitado se torna imitador, antes do confronto final.

Água de Nagasáki – Domingos Carvalho da Silva (1963)

Este é certamente um dos contos notáveis da Primeira Onda da Ficção Científica Brasileira — aquele período especialmente fértil que se inicia em 1958 e termina em 1971.
A preocupação que Água de Nagasáki expressa pertence a esse momento da FC nacional — o temor da guerra atômica e dos efeitos da radiação, mas narrados dentro de um estilo muito brasileiro de história “contada” e do qual transparece um tom sóbrio e melancólico. Como em muitas narrativas da ficção científica nacional, o protagonista abandona um outro mundo, em busca de uma vida simples — o “sonho brasileiro” — mas desta vez impossível de se realizar, com o estigma mortal que ele carrega.
Membro da Academia Paulista de Letras, Domingos Carvalho da Silva nasceu em Portugal em 1915 e mudou-se para o Brasil em 1924. Foi um dos principais nomes da “Geração de 45” na poesia brasileira, e colaborador constante do Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo. A Véspera dos Mortos foi sua única investida no campo da literatura em prosa.

A Espingarda – André Carneiro (1966)

André Carneiro é um dos principais nomes da Geração grd — os autores patrocinados pelo editor baiano Gumercindo Rocha Dorea na coleção Ficção Científica grd —, juntamente com Rubens Teixeira Scavone, Fausto Cunha e Dinah Silveira de Queiroz. É também um poeta da Geração de 45, descoberto por Domingos Carvalho da Silva. Exerceu vasta gama de atividades, incluindo a edição da revista cultural Tentativa (1949-1952), recentemente republicada em fac-símile pela Prefeitura de Atibaia e pelo Arquivo do Público do Estado de São Paulo. Em alguns períodos durante a ditadura, Carneiro viveu na clandestinidade.
Tido como um clássico da FC brasileira e, por alguns, como um clássico da FC internacional, sua noveleta A Escuridão pertence ao primeiro volume. O conto que trazemos aqui, A Espingarda, faz parte do segundo, e continua a tendência temática da guerra atômica e do pós-holocausto na ficção científica nacional, dentro da tradição de histórias sobre “o último homem na Terra”.
Os livros de contos mais recentes do autor são A Máquina de Hyerónimus e Outras Histórias (1997) e Confissões do Inexplicável (Devir, 2007). Este último é a mais volumosa coletânea de histórias de um autor brasileiro de FC já publicada. Sobre Carneiro, A. E. van Vogt, um grande nome da FC mundial, escreveu: “André Carneiro merece a mesma audiência de um Kafka ou Albert Camus.” Harry Harrison, outro monstro-sagrado do gênero, o chamou de “autor de contos excelentes”. Alcântara Silveira também o identifica com Kafka, enquanto Fausto Cunha observa que “sua ficção se coloca na linha evolutiva que, abandonando o deslumbramento tecnológico inicial, avança para a consideração dos problemas humanos sob o ‘choque do futuro’.”

O Copo de Cristal – Jerônymo Monteiro (1964)

Monteiro é um dos nomes mais importantes de toda a FC brasileira, o primeiro a escrever com consciência de que desenvolvia esse gênero literário, o primeiro a criar um herói pulp, o seu Dick Peter — em aventuras para o rádio e em formato de romances, escritos sob o pseudônimo de Ronnie Wells, sobrenome que denuncia sua paixão por H. G. Wells —, detetive que se metia também em aventuras fantásticas.
Em O Copo de Cristal, recentemente publicado na antologia norte-americana Cosmos Latinos: An Anthology of Science Fiction from Latin America and Spain (editada por Andrea L. Bell e Yolanda Molina-Gavilán para uma editora universitária), Monteiro revela aspectos centrais da sua produção, além de elementos que são distintivos da FC brasileira — a descrição de uma vida simples, um certo tom intimista, a crítica à imaturidade humana — e da FC da década de 1960 — o temor da guerra nuclear, especialmente.
O Copo de Cristal é uma das muitas histórias sobre artefatos que possibilitam a visão do passado e/ou do futuro, ao lado dos romances O Presidente Negro, de Monteiro Lobato, e Viagem à Aurora do Mundo, de Erico Veríssimo. Ao contrário do que se dá nessas obras, o que é testemunhado aqui reflete intensamente a experiência brasileira do momento: a crítica direta aos excessos do regime militar — o conto foi escrito em maio de 1964, um mês após a tomada do poder pelos militares, e sua existência contesta o senso comum de que os autores da década de 1960 se abstiveram de criticar o golpe de Estado —, que é inserido num movimento maior de violência e autodestruição total, testemunhado e prenunciado pelo estranho artefato. Tendo sido adaptado para a televisão por Zbigniew Ziembinski em 1970 e veiculado pela Rede Globo, O Copo de Cristal apareceu primeiro na coletânea Tangentes da Realidade em 1969, um ano após o Ato Institucional Número 5.

O Último Artilheiro – Levy Menezes (1965)

Este conto faz parte de O 3.° Planeta, coletânea de histórias escritas e ilustradas por Levy Menezes (1922-1991), então um conhecido artista plástico e arquiteto. Foi publicada pelas Edições grd em 1965. Antonio Olinto prefaciou o volume, tecendo grandes elogios à substancial coletânea de Levy Menezes. “Pode Levy Menezes ser colocado junto dos escritores que, como Clarke e Nevil Shute, passaram do plano do manuseio de materiais e de números para o da palavra”, escreveu Olinto. “Fica nisto, porém, a comparação, já que o senso poético de Levy Menezes o aproximaria, por outro lado, de Bradbury e Sturgeon.”
O Último Artilheiro é uma história de pós-apocalipse. Percebe-se por contos como O Copo de Cristal, de Jerônymo Monteiro, Água de Nagasáki, de Domingos Carvalho da Silva, e em A Espingarda, de André Carneiro, que a guerra nuclear era um assunto de grande preocupação para os autores da Geração grd, mas este conto de Menezes apresenta uma estrutura particularmente original.

Especialmente, Quando Sopra Outubro – RubensTeixeira Scavone (1971)

O primeiro livro de ficção científica de Scavone foi o romance O Homem que Viu o Disco-Voador, de 1958. Contista, romancista e ensaísta de relevo, Scavone foi colaborador freqüente do Suplemento Cultura de O Estado de S. Paulo, e autor premiado com o Prêmio Jabuti 1973 com o romance Clube de Campo. Em 1988 foi eleito para Academia Paulista de Letras, e posteriormente o seu presidente por dois termos consecutivos. Um de seus últimos trabalhos foi a excelente novela O 31° Peregrino (1993), combinação empolgante e erudita de FC, horror e homenagem literária ao escritor inglês Geoffrey Chaucer.
Mário Donato, no discurso de recepção a Scavone na Academia, menciona Especialmente, Quando Sopra Outubro, conto publicado na coletânea Passagem para Júpiter, de 1971, demonstrando que a obra de ficção científica de Scavone teve papel na sua eleição, fato raro nas letras nacionais e honraria que apenas soma ao seu status de figura de proa na FC brasileira no século xx.
Neste trabalho, as diversas possibilidades temáticas em torno dos fenômenos provocados pela menina Ângela mantêm uma tensão típica dos melhores contos fantásticos, mas Scavone reserva surpresas para o final, num texto lírico que revela a influência de Ray Bradbury. A celebração do ato de imaginar se insere perfeitamente no conto de Scavone, que, na tradição da melhor FC, transmite um senso de maravilhamento diante do universo e da vida. Scavone faleceu em 17 de agosto de 2007.

Exercícios de Silêncio – Finisia Fideli (1983)

Rubens Scavone foi um dos autores que atraíram Finisia Fideli para a ficção científica. A autora publicou Exercícios de Silêncio em 1983, na antologia Conto Paulista, que trouxe os quinze vencedores de um concurso literário promovido pela Editora Escrita de Wladyr Nader.
Influenciada pela FC da golden age (1938 a 1948), especialmente por Clifford D. Simak, Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, Fideli insere Exercícios de Silêncio no assim chamado “futuro de consenso” típico desse período — um universo povoado por humanos, com pequena presença de alienígenas e com as atividades humanas dotadas de uma qualidade “internacional” que sugere a união da humanidade em torno de um fim comum: a conquista do universo. É exemplo claro do tipo de ficção científica hard que os americanos chamam de problem story, narrativa na qual o herói é colocado em perigo e, para livrar-se do problema, tem de encontrar uma solução científica ou tecnológica. Mas o protagonista de Exercícios de Silêncio é um homem do futuro que tem suas convicções positivistas confrontadas por uma sociedade que conscientemente abriu mão da utopia tecnológica. Para chegar à solução do problema, Theo primeiro deve absorver o conhecimento que os estranhos têm a oferecer, e incorporá-lo sem alterar sua própria natureza.
Fideli produziu contos para as revistas Isaac Asimov Magazine e Quark, e para as antologias O Atlântico Tem Duas Margens (Caminho Editorial, 1993), Dinossauria Tropicalia (Edições grd, 1994) e Estranhos Contatos (Caioá Editora, 1998). Como ensaísta, escreveu para as revistas Cult — Revista Brasileira de Cultura e Ciência Hoje.

A Morte do Cometa – Jorge Luiz Calife (1985)

O futuro de consenso reaparece neste conto de Jorge Luiz Calife, que foi publicado com o título de Viagem ao Interior do Halley na revista Playboy de dezembro de 1985, ano em que Calife surgiu como o mais novo nome da FC brasileira, depois que Arthur C. Clarke atribuiu a ele a inspiração para a seqüência do seu clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço. Calife é o autor mais de uma dúzia de contos publicados em revistas e antologias, além da trilogia Padrões de Contato (1985-1991). Sua primeira coletânea, As Sereias do Espaço (2001), trouxe uma maioria de histórias inéditas e recebeu o Prêmio Argos 2002 (do Clube de Leitores de Ficção Científica). O autor também vem se dedicando à divulgação científica, com os livros Espaçonaves Tripuladas: Uma História da Conquista do Espaço (2000; escrito com Cláudio Oliveira Egalon e Reginaldo Miranda Júnior), e Como os Astronautas Vão ao Banheiro? E Outras Questões Perdidas no Espaço (2003).
A prosa de Calife e sua abordagem da FC lembra muito as de Clarke — com um texto que é ao mesmo tempo polido e objetivo, lírico e fiel às especulações da ciência. A Morte do Cometa pode ser visto como crítica à banalização de tudo o que é cósmico e transcendente, ao projetar para o futuro as atitudes do nosso tempo.

A Mulher Mais Bela do Mundo – Roberto de Sousa Causo (1997)

Os contos do autor apareceram em revistas tão diversas quanto Playboy, Ciência Hoje, Isaac Asimov Magazine, Dragão Brasil, e Cult — Revista Brasileira de Literatura, e em publicações da Argentina, Canadá, China, Finlândia, França, Grécia, Portugal, República Checa e Rússia. Seu primeiro livro foi publicado em Portugal em 1999, a coletânea A Dança das Sombras (Caminho Editorial), com o melhor de sua produção na década de 1990. Em 1991 foi um dos três classificados no Prêmio Jerônymo Monteiro, o primeiro concurso nacional de contos de ficção científica, com a noveleta Patrulha para o Desconhecido. Em 2000, foi um dos vencedores do III Festival Universitário de Literatura (da revista Livro Aberto e da Xerox do Brasil) com a novela Terra Verde, publicada naquele ano. Em 2001, venceu o 11.º Projeto Nascente (da Universidade de São Paulo e do Grupo Abril de Comunicações), com outra novela de FC, O Par. Em 2003, a Editora da Universidade Federal de Minas Gerais publicou o seu livro de não-ficção, Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950, que recebeu o prêmio da Sociedade Brasileira de Arte Fantástica, um grupo de fãs de FC. Seu primeiro romance, A Corrida do Rinoceronte, uma fantasia contemporânea, foi lançado pela Devir em 2006.
A Mulher Mais Bela do Mundo tenta enxergar o tema do primeiro contato sob um prisma terceiro-mundista. Foi publicado pela primeira vez na revista chinesa Science Fiction World, em dezembro de 1997. No ano seguinte, foi incluído na antologia Fronteiras, em Portugal. Mais tarde apareceria em publicações da Grécia e Rússia.

A Nuvem – Ricardo Teixeira (1994)

A Nuvem foi a estréia literária de Ricardo Teixeira, autor fluminense de origem portuguesa. Foi publicado na antologia Dinossauria Tropicalia (Edições grd, 1994), a segunda antologia temática da FC brasileira.
Teixeira é formado em Letras Português-Latim, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e trabalha na Ediouro desde 1995. Sem interromper suas funções na famosa editora carioca, passou uma temporada dando aulas em Cabo Verde, África, em 2005 e 2006. Atualmente elabora um livro de contos sobre dragões.
Em A Nuvem, a tradição do fantástico brasileiro — melhor representada pelas figuras de Murilo Rubião e José J. Veiga (homenageados no conto) — se funde com rara perfeição à perspectiva da FC, num enredo de encontros entre seres humanos.


Recebido pelo Silvio Alexandre, Devir

Marcadores: , , ,


26.3.08

 

Ficção Científica em São Paulo

Livraria Cultura promove Mesa Redonda para discutir os novos rumos da ficção científica brasileira

Embora pouco difundida, existe toda uma tradição de ficção científica no Brasil que vem desde os tempos em que Monteiro Lobato usava seu livro, O Poço do Visconde, para convencer os compatriotas de que existia um futuro na exploração de petróleo no Brasil – algo que acabou influenciando na criação da Petrobras. Na década de 80, foi o jovem escritor brasileiro Jorge Calife que convenceu Arthur C. Clarke a escrever 2010, continuação de 2001 – Uma odisséia nos espaço. Calife escreveu um conto chamado 2002 e cedeu todos os direitos para Clarke que utilizou várias idéias do conto no livro.

Neste sábado, 29 de março, às 18h, a livraria cultura reúne sete nomes de destaque neste controvertido cenário literário brasileiro para discutir os novos rumos da ficção científica nacional, sob a mediação da historiadora Ana Cristina Rodrigues, presidente do Clube de Leitores de Ficção Científica do Brasil.
Os escritores convidados são Carlos Orsi, Clinton Davisson, Cristina Lasaits, Fabio Fernandes, Gerson Lodi-Ribeiro, Richard Diegues e Roberto Causo.
O encontro acontece na Livraria Cultura do Market Place Shopping Center - Av. Chucri Zaidan, 902 - São Paulo/SP.

Sobre os palestrantes:

Ana Cristina Rodrigues é historiadora e escritora. Presidente do Clube de Leitores de Ficção Científica, modera diversas comunidades virtuais sobre Ficção Especulativa. Já publicou em diversos sites brasileiros e argentinos, tem um conto na antologia argentina 'Grageas' e, atualmente, escreve um romance de fantasia inspirado no Renascimento e nas navegações portuguesas.

Carlos Orsi é jornalista e escritor. Seus contos de ficção-científica, terror e aventura já foram publicados no Brasil e no exterior. Foi co-roteirista da história de quadrinhos virtual 'A mortífera maldição da múmia'.

Clinton Davisson é escritor e jornalista especializado em cultura e política, e trabalha também como roteirista e cartunista. No final de 2007, publicou pela Editora Arte e Cultura, o livro ‘Hegemonia – O Herdeiro de Basten’, primeiro de uma trilogia, inspirado nas idéias dos filósofos Antonio Gramsci, Edgar Morin e Marshall Mcluhan. Há um interessante trailer do livro no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=cZUKEkn9avg

Cristina Lasaitis é escritora e biomédica. Participou do livro 'Visões de São Paulo - Ensaios urbanos', tem textos publicados na revista Scarium e no site Novas Visões de São Paulo.

Fábio Fernandes é jornalista, tradutor e escritor e, atualmente, dedica-se ao seu primeiro livro de ficção, a novela cyberpunk 'Os dias da peste'.

Gerson Lodi-Ribeiro é escritor de ficção científica e história alternativa. Autor, dentre outras obras, de 'A ética da traição' e da coletânea 'Outros Brasis' (2006). Trabalha atualmente como consultor técnico e ficcionista para a Hoplon Infotainment, a criadora do jogo online de FC hard TaikoDom.

Richard Diegues iniciou cedo sua carreira como escritor, tendo publicado 'Magia – Tomo I' (1997) aos dezesseis anos. Lançou, entre outros livros: 'Necrópole – Histórias de vampiros', 'Necrópole – Histórias de fantasmas', 'Visões de São Paulo – Ensaios urbanos', além de ser editor responsável pela Tarja Editorial.

Roberto Causo é escritor e pesquisador, autor do romance 'A corrida do rinoceronte' e do livro 'Ficção científica, fantasia e horror no Brasil 1875-1950', além de ser organizador da antologia 'Os melhores contos brasileiros de ficção científica' e mantém uma coluna semanal sobre FC e fantasia no Terra Magazine.

Marcadores: ,


4.12.07

 

Programação da Jedicon2007

JEDICON 2007 - CONVENÇÃO ANUAL DE GUERRA NAS ESTRELAS

Dia: 08/12/2007 - Sábado
Local: Associação Bunkyo
End: Rua São Joaquim, 381
Das 10 às 18 horas
Proximidades do metrô São Joaquim
Entrada: R$ 15,00 + 1Kg de alimento não perecível (opcional)

PROGRAMAÇÃO JEDICON 2007

9:30 hs – Abertura dos portões
10:00 hs – Abertura do evento
A seguir:
- Bate Papo HQs
- Duelo de Sabres (CJDF)
- Teaser games (Force Unleashed / Lego Star Wars)
- Relançamento “Coelhada nas Estrelas”
- Anthony Daniels no Brasil – 1ª Parte
- Coberturas das celebrações de Star Wars (Londres/ Disney World)
- Tempos Sombrios – Specil Edition – DUBLADO
- Anthony Daniels no Brasil- 2ª Parte
- Apresentação Artes Marciais (Aikidô com Tsurugui Dojô)
- Lançamento dos livros:
“Hegemonia” (Clinton Davisson)
“Cid, a Revelação” (Flávio Rebello)
- G3TO apresenta: “Silêncio”
- Apresentação 501st Divisão Brasil
- Tradicional Concurso de Fantasias
- Encerramento
Fan Films e outras atrações – durante o evento
(Sujeita a Alterações)

HOT SITE: http://www.conselhosp.com.br/jedicon

Marcadores: , ,


12.11.07

 

Lançamento de Livro

Assista ao Teaser do Livro "Hegemonia" de Clinton Davisson


Pré-lançamento 8/12 na JediconSP
Abaixo o prefácio do livro:
Hegemonia
Orgulhosos de sua supremacia técnica e cultural sobre as outras civilizações da galáxia, os disonianos se autodenominaram “A Hegemonia”. Seu império e sua cultura do exagero, entretanto, estão ruindo lentamente e seus cidadãos migram em massa para a realidade virtual em busca de um mundo onde não há frustrações, nem tristeza.
Neste cenário, o jovem estudante Ron Schowlen compra um diário neural para sua derma-armadura e começa a gravar seus pensamentos e sua rotina; até que uma decepção o faz abandonar tudo e voltar para Elôh, seu planeta natal. Lá ele vai ter que reencontrar seus irmãos, Shodan e Dúnia, soberanos do reino de Basten. A tensão entre os três só é quebrada pelo pedido de ajuda de uma tribo distante de marsupiais que afirma que sua vila está sendo invadida pelos temíveis dragões vermelhos.
Durante a viagem pelo cenário grandioso do planeta Elôh, com seu anel de fogo e suas aberrações gravitacionais, o jovem Ron vai conhecer melhor a economia e a cultura de um mundo cheio de contrastes sociais e diversidades religiosas.
Enquanto se preparam para a derradeira batalha contra os dragões, Ron e seus irmãos vão descobrir que, nos domínios da Hegemonia, nem tudo é o que parece e a verdade pode ser algo muito mais terrível do que nosso pior pesadelo...

Saiba mais aqui

Marcadores:


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]

   © 2008 ScifiBrasil

Site meramente informativo, todas as marcas e nomes aqui mencionados são de propriedade de seus detentores